O que é CDB – Certificado de Depósito Bancário?

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Você foi ao banco depois de muito estudar sobre as melhores possibilidades de investimento e/ou acreditou na opinião do gerente do banco?

Você percebeu que deixar seu dinheiro parado na poupança é pura perda de tempo, pois está perdendo poder de compra por causa da inflação, sabendo que é melhor utiliza-la como reserva emergencial?

Vou te falar uma coisa, o CDB pode atingir as melhores possibilidades de investimento de acordo com o seu perfil de investidor, ele é seguro e rentável.

Caso tenha se dirigido ao gerente para tirar algumas dúvidas, porém não sabe ao certo o que o CDB significa de verdade e está com medo de ser manipulado pelo banco em detrimento dos seus interesses, não fique preocupado, explicarei em detalhes o que é o CDB nesse Guia Completo.

Abordarei algumas peculiaridades sobre o Certificado de Depósito Bancário e você vai saber A ORIGEM DESSE INVESTIMENTO QUE TODOS JÁ OUVIRAM FALAR MAIS QUE AINDA TEM RECEIO DE INVESTIR.

Afinal temos que saber exatamente o que é e como estamos aplicando nosso capital para atingir nossa desejada independência financeira ou mesmo aproveitar as oportunidades que o mercado nos dá para obter uma renda que possa nos oferecer uma vida tranquila e confortável.

Nesse post analisaremos algumas curiosidades como:

• O que é o CDB e de onde ele vem;
• O que os bancos escondem de você;
• Títulos Públicos e o CDB;
• Por que ela não é renda fixa de verdade.

Vou explicar ao longo do texto. Continue lendo.

1) O QUE É CDB E DE ONDE ELE VEM

CDB

Para quem não sabe CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário, uma das modalidades que o banco tem com o objetivo de captar dinheiro para financiar suas operações.

Talvez não tenha ficado tão claro para você, não é?

Vou mais a fundo.

Os criadores de bancos (banqueiros) perceberam um detalhe depois de tanto tempo em operação: Eles viram que os correntistas não sacavam todo o dinheiro ao mesmo tempo.

Com isso perceberam que poderiam ganhar algum dinheiro a mais.

Basicamente o banco pegava o dinheiro que o correntista deixava lá e emprestava-o para outra pessoa que necessitava, SEM QUE O DEPOSITANTE SOUBESSE.

O cliente realmente acredita que seu dinheiro está lá, porém está longe de ser verdade. É nesse intervalo que o banco usa seu dinheiro sem seu conhecimento.

Entendido até aqui?

Continuando, quando emprestamos dinheiro para outros clientes, estes depositam em outros bancos, pois também querem guardar seu dinheiro. Seria um processo mais ou menos assim:

1. Eu deposito 100 reais no banco A;
2. O banco A empresta uma parte desse montante (digamos 90%) ao André;
3. André, com o dinheiro em mãos, leva para o banco B (90 reais);
4. O banco B empresta ao Paulo (81 reais), que deposita no banco C e assim por diante.
Se fizermos os cálculos, veremos que entrou 100 reais no banco A, 90 reais no banco B e 81 reais no banco C. Somados, o montante é igual a 271 reais, porém tudo começou com 100 reais.

O que vemos aqui é a multiplicação do dinheiro. Agora imagine isso para milhões de correntistas e para centenas de bancos.

“A única forma de multiplicar a felicidade é multiplicando o dinheiro” (Alisson Vrai)

Um processo tanto confuso e perigoso não concorda?

É muito dinheiro para pouco lastro (garantia) em moeda física.

Seria como pedir uma encomenda para que chegue à sua casa. Ao esperar alguns minutos, o entregador chega a sua residência com o documento em questão.

Ao ser informado do valor do trabalho, você retira seu cartão de débito, porém é informado que só aceita em dinheiro.

Como você não tem dinheiro em mãos, você não pode receber a encomenda.

E isso chamamos de insolvência!

Você tinha dinheiro mesmo sendo em forma de cartão? Sim

Você tinha lastro (moeda física seja nota ou moeda)? Não.

Portanto, você estava insolvente.

Agora imagine isso para uma grande instituição financeira sem lastro.

Mas ai você poderia perguntar: “Por que ainda os bancos não quebraram?”

Te respondo com 3 palavras: sistema de reservas fracionadas

1.1) O SISTEMA DE RESERVAS FRACIONADAS

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O sistema de reservas fracionadas é um componente essencial para entendermos o que é CDB e por que os bancos fazem uso dele.

Conforme exemplificado anteriormente, o banco precisa deixar algum dinheiro em reserva em caso de emergência para eventuais compromissos.

Através do Banco Central (BACEN), é determinado um valor de reserva em torno dos 40% dos depósitos a vista.

Não entendeu ainda?

Você quando quer adicionar valores na sua conta, você normalmente vai ao caixa eletrônico e preenche seus dados em um envelope que será feito o depósito.

Dependendo do valor e da forma de moeda (cheque ou dinheiro), o tempo que compensação leva de 24 a 48 horas.

Os bancos precisam conferir se há lastro no que você está tentando fazer.

Os bancos são espertos e querem garantias tanto quanto o entregador quer o dinheiro. É umas das formas do banco esconder algumas verdades dos seus clientes.

Ao mesmo tempo, outras pessoas precisam de capital para fazer uso diário, logo eles sacam dinheiro das suas respectivas agências.

É provável que termine o dia e a agência não tenha atingido 40% de reservas.

Quase tinha me esquecido de um detalhe. Lembra de que falei sobre a multiplicação do dinheiro que eles não fazem questão de te contar?

Esse processo acabou sendo automatizado proporcionando agilidade e eficiência. Todo o mecanismo acontece através de um digitar no teclado.

Já foi pedir um empréstimo ao banco?

O que acontece é que quando seu empréstimo é aprovado, seu dinheiro é creditado eletronicamente na sua conta corrente.

Assim mesmo, como em um passe de mágica!

Mas aí poderíamos nos perguntar qual é o lastro desse empréstimo eletrônico.

Pois é, não há!

E tudo isso com o aval do BACEN.

Nosso país há bancos grandes, médios e pequenos. A tendência é que os maiores emprestem mais com uma garantia cada vez menor. Em resposta a esse problema, o Banco Central determinou que TODOS os bancos multiplicassem da mesma forma a fim de evitar descontrole monetário.

Entenderam? Tudo é regulado pelo Banco Central.

O que o CDB está envolvido diretamente nessa brincadeira!

2) TÍTULOS PÚBLICOS E O CDB: UNIDOS PARA SEMPRE

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Temos que entender também que o governo não cria riqueza, somente arrecada via impostos.
Por outro lado, o mesmo também faz gastos através de financiamentos, programas sociais (Bolsa Família, Fome Zero) e outros modelos de negócios.

Logo, quando o governo quer movimentar ou aquecer a economia, este pede dinheiro emprestado ao Banco Central, pois ele é o grão-mestre de multiplicar o dinheiro através da impressão da moeda além de ser um banco credor dos outros menores.

Porém, através da Lei de Responsabilidade Fiscal assinada em 2000, o BACEN foi proibido de transferir diretamente a quantia.

Então o que é feito?

Indiretamente o Tesouro Nacional faz leilões de títulos públicos para captação de recursos

E quando falo de título público, o que vem a sua cabeça leitor?

Tesouro Direto!!!

O governo emite títulos públicos para captação de dinheiro. Seria uma forma de obter financiamento através dos bancos, pois é a maioria dos compradores desses mesmos títulos.

O CDB que o banco emite cumpre a mesma função. Os títulos públicos estão para o governo, assim como o CDB está para o banco.

É dessa forma que o governo obtém sua forma ganhar capital.

Agora de posse dos títulos, os bancos negociam entre si.

Recorda do que eu disse sobre as reservas de 40% estipuladas como meta?

Quando algum banco não atinge o objetivo diário, ele precisa compensar a diferença de alguma forma. Isso se dá através de dois meios:

1. Pega emprestado ao Banco Central;
2. Pega emprestado aos outros bancos.

Como os juros do empréstimo ao Banco Central (redesconto) é maior que os cobrados pelos bancos, você obviamente optaria para segunda opção.

O nome dos juros cobrados pelos bancos se chama…
O Certificado de Depósito Interbancário ou CDI.

O Tesouro Direto e o CDB estão mais unidos do que marido e mulher em lua de mel. Eles dependem do CDI assim como casamento depende de um anel de noivado.

Os bancos negociam uma taxa para operações diárias (overnight) para obter o restante da meta da reserva estipulada. E para garantir que não haja problema, os títulos públicos são oferecidos como garantia na negociação.

O CDB entra nessa história, pois nem sempre o banco usará o dinheiro próprio. Ele recorrerá a você para comprar os títulos. Ao emitir o Certificado de Depósito Bancário, ele garante que poderá negociar os títulos da dívida com o seu dinheiro.

Você está bancando a dívida do governo, ou seja, é o credor do governo.

Não é só o governo que cobra impostos de você. Agora, cobramos dele o valor a ser pago.

Esse processo todo ocorre debaixo dos panos, pois não querem que você descubra. Os correntistas realmente acham que seu dinheiro está lá dormindo em paz.

Para saber o que é CDB, precisávamos passar por uma boa história de economia.

Agora que sabe o que é CDB, você poderá pensar nele de forma diferente.

Agora vamos falar um dos maiores mitos do CDB e que possivelmente todos irão discordar comigo.

Quando falamos de renda fixa, geralmente nos é explicado através de exemplos de investimentos. Não sabemos a sua real definição.

De acordo com o site Wikipédia:

“Esse tipo de investimento pode ser entendido como um empréstimo onde o investidor concede dinheiro a uma entidade em troca do pagamento de juros. Nesse contexto, essa entidade, geralmente um banco, emite um documento onde ele se compromete a devolver o dinheiro pago acrescido de juros em uma data pré-estabelecida.

O investimento em renda fixa pode ser contrastado com investimentos de renda variável considerando simplesmente a previsibilidade da remuneração. No primeiro caso é possível prever o valor que será recebido pelo investimento, pois estes valores são previamente definidos. Já no segundo caso isso não é possível, pois a remuneração está associada às características do mercado que dependem de diversos fatores econômicos normalmente imprevisíveis.”

De acordo com esse conceito, quando a rentabilidade é pré-estabelecida antes da negociação classificamos ela de renda fixa.

Mas aí que está o problema.

Quando falamos de CDI, nos referimos a uma rentabilidade que depende do contexto macroeconômico nacional.

Diferentemente de um CDI pré-fixado, cuja taxa é determinada de antemão, o CDI pós fixado vai variar de acordo com as condições do mercado, este sendo imprevisível.

Com análise de diversos especialistas de áreas relacionadas ao mercado brasileiro, é divulgado um relatório pelo Banco Central, dizendo suas metodologias de análise assim como o processo de tomada de decisão para objetivos futuros.

Essa reunião, feita pelo COPOM (Comitê de Política Monetária), determina o futuro do crescimento do país. É nele que são determinadas as taxas de juros da economia brasileira, chama de SELIC.

A taxa Selic é utilizada para conter avanços inflacionários causados pela expansão da moeda na economia.

“Expansão de moeda na economia?”, você diz.

Falei que quando o governo quer expandir a economia, o governo “coloca” dinheiro no mercado, que nada mais é do que as pessoas com crédito para fazer compras, adquirir serviços, criar empresas, empreendimentos, etc.

Quando há muita circulação da moeda na mão das pessoas, elas tendem a fazer mais aquisições.

Pegamos um exemplo de uma padaria.
O padeiro percebe um aumento considerável de consumidores que querem fazer uso da sua produção. Em face dessa prosperidade, a reação natural seria de aumentar os preços.

Você não poderia julgá-lo por isso. Você faria a mesma coisa com o seu trabalho ou com seu empreendimento.

Quando há um aumento de preços, gera um efeito grave para a economia: A INFLAÇÃO.

Vamos entender que o aumento de preços é uma consequência da expansão da moeda e não do aumento de preços como é normalmente divulgado.

A taxa Selic entra justamente para conter esse avanço. Esses juros nada mais são do que o preço que pagamos por ter o dinheiro em mãos. Quanto maior é essa taxa, menos queremos gastar.

Com o aumento dela, a economia desaquece a fim de conter a inflação.

O valor da taxa SELIC, determinada no COPOM, possui uma relação parecida com o CDI.

Encurtando a história:
• SELIC = CDI=> Medida de rentabilidade do Tesouro e do CDB
• Quanto maior a inflação = maior a taxa Selic
• Quanto maior a SELIC = mais vantajoso é adquirir um CDB

A questão, apesar de ser conceitual, pode fazer a diferença quando for investir. Aprender um pouco sobre economia não faz e nunca fez mal a ninguém, pelo contrário.

CONCLUSÃO

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Vimos hoje:
• O que é CDB;
• De onde ele vem;
• Tesouro Direto e o CDB;

Eu poderia ter começado falando das rentabilidades do CDB, porém acredito que deveríamos ensinar mais do que simplesmente isso. Precisamos saber por que investimos e de onde surgiram.

Saber o que acontece na economia é tão importante do que saber quais são as melhores oportunidades.

Lembrando que não existe o melhor investimento.

É tudo jogada de interesses de corretoras e bancos para que façam gastar mais dinheiro, financiando suas atividades de corretagem, imposto de renda e custos de administração.

Ao girarmos nosso dinheiro estamos pagando os salários desses profissionais.

Dessa forma é imprescindível que você conheça um pouco mais sobre o investimento que deseja fazer. Pensando nisso, o meu amigo Felipe Cardoso do Blog O Dinheirista fez um material complementar desse artigo falando em detalhes sobre o CDB e seus benefícios.

Retiramos parte dessas informações desse material e do seu blog, caso queira adequar seus objetivos ao investimento em CDB aconselho antes ler o material do Felipe que você pode verificar acessando aqui.

Bom o CDB é um ótimo investimento pra quem quer mais segurança nos investimentos. Ele é… bom deixa o Felipe falar para você.

O Guia Definitivo do CDB, descubra em 30 minutos como investir de forma simples e sem depender do gerente do banco ou de uma corretora!